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POLÍTICA
| On 4 meses atrás

A resposta de Lula à desconfiança do mercado

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Semanas atrás, numa conversa com um ex-ministro petista sobre os temores da Faria Lima se ele voltar ao poder, Lula desabafou irritado:

— Como esse pessoal do mercado financeiro pode duvidar de mim quanto à responsabilidade fiscal e orçamentária? É só olhar os meus oito anos de governo. Não tomei aquelas medidas duras em 2003 por causa da Faria Lima, mas por que era o que tinha que ser feito.

O melhor momento econômico do Brasil

O ano de 2003 ainda foi contaminado pelas incertezas de 2002. Mas a partir daí, por uma soma de diferentes fatores, o fato é que a economia nacional teve um ótimo desempenho durante a gestão Lula. A taxa de crescimento da economia, por exemplo, se acelerou de maneira significativa. Se durante o segundo governo FHC (1999-2002), o PIB cresceu a uma taxa média de 2,3% ao ano; durante os dois mandatos de Lula esse valor passou para 3,51% e 4,64%, respectivamente.

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Fonte: IBGE

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A inflação também foi mantida sob controle, entrando em uma trajetória de forte queda entre 2003 e 2006.

Fonte: IBGE

A taxa Selic, passou de 25% em janeiro de 2003 para 8,75% no final de 2009. As contas públicas foram mantidas em ordem. Em 2005, por exemplo, o Brasil obteve um superávit primário recorde, de 3,79% do PIB.

A dívida externa, que era de 15,7% do PIB em 2002 parou para quase – 10% – isso mesmo, -10% – em 2010. Ou seja, o Brasil tornou-se credor em moeda estrangeira, graças ao grande acúmulo de reservas internacionais, que passaram da casa dos US$ 30 bilhões em 2002 para US$ 280 bilhões em 2010.

E como o mercado foi feliz naqueles anos. O índice Ibovespa – medida da variação do valor de mercado das principais empresas cujas ações são negociadas na bolsa de valores – passou de 10 mil pontos em janeiro de 2003 para mais de 73 mil pontos em maio de 2008.

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Fonte: BM&FBovespa

Ainda que a grande crise dos Estados Unidos, iniciada no segundo semestre de 2008 tenha causado um importante revés, Lula entregou a faixa presidencial para Dilma com o Ibovespa acima dos 67 mil pontos. O desempenho dos bancos também foi excelente nesse período. Em valores nominais (não corrigidos para a inflação do período), o lucro do Itaú passou de R$ 2,3 bilhões em 2002 para R$ 13,3 em 2010.

E muitos dos que ocupavam cargos de confiança ou de carreira na alta burocracia petista, logo foram comandar grandes grupos financeiros. Marcos Lisboa se tornou diretor-executivo do Itaú-Unibanco em 2009. Ilan Goldfajn, atual presidente do Banco Central, fez parte da diretoria da área de política econômica do Banco Central entre 2000 e 2003, se tornou, em 2003, sócio da Gávea Investimentos (empresa de propriedade do ex-presidente do BC, durante o segundo mandato de FHC, Armínio Fraga) e economista-chefe do Itaú entre 2009 e 2016. Alexandre Schwartsman, diretor da área de assuntos internacionais do Banco Central, entre 2003 e 2006, durante a gestão de Henrique Meirelles, assumiu como economista-chefe do ABN Amro Bank para a América Latina, e economista-chefe do banco Santander, entre 2008 e 2011.

Ainda que durante o governo Dilma políticas ruins tenham deteriorado a confiança e a credibilidade do Banco Central e dos números da política fiscal do país, é temerário que o “mercado” prefira colocar um candidato que coloca em risco nossa democracia, nossa economia, pelo simples temor de um retorno do PT ao poder.
O “mercado” nacional normalizar a candidatura de Bolsonaro é sinal de falta de escrúpulos.
O “mercado” nacional normalizar a candidatura de Bolsonaro é sinal de falta de escrúpulos. Estão apenas reforçando o clichê de que sua única preocupação é comprar barato hoje, para vender caro amanhã, ainda que nesse processo arrastem o país para o caos e para o autoritarismo.

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Porta-vozes do “mercado” estrangeiro, como as publicações The EconomistFinancial Times e Bloomberg, por outro lado, alertam para os perigos que uma vitória de Bolsonaro-Mourão representaria para a jovem e frágil democracia brasileira.

A história do século 20 já demonstrou que quem aceita trocar “um pouco de liberdade” por “um pouco mais crescimento” ou “um pouco mais de ordem” acaba ficando sem nenhuma dessas coisas.

As informações são do  The Intercept.

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Halysoh Macêdo

Administrador e criador do portal de notícias, PODER AO POVO. Contra as fakes news.

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Tudo se inicia com respeito, respeito a toda forma de ser.

Por Halysoh Macêdo

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