A desaprovação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu 56%, segundo pesquisa divulgada pelo The New York Times. O levantamento indica que menos de um terço do eleitorado considera que o país está em uma situação melhor do que há um ano, data que marcou o início de seu novo governo na Casa Branca.

Os dados mais recentes revelam um cenário de crescente insatisfação no eleitorado americano. Segundo o levantamento do The New York Times, apenas uma minoria avalia positivamente a condução do governo, enquanto a maioria dos entrevistados percebe uma deterioração na economia, na estabilidade política e na imagem internacional dos Estados Unidos ao longo do último ano.
O aumento da desaprovação é transversal, atingindo inclusive os eleitores independentes — grupo considerado o fiel da balança em pleitos presidenciais. Nesse segmento, o índice de rejeição supera a aprovação por uma margem ampla, sinalizando um afastamento do centro político.
Analistas consultados pela publicação atribuem o desgaste a uma convergência de fatores:
• Embates institucionais frequentes;
• Implementação de políticas controversas;
• Tensões sociais persistentes;
• Percepção de que o governo prioriza pautas ideológicas em detrimento de demandas econômicas e sociais urgentes.
O resultado surge em um momento crítico do calendário político. O governo enfrenta pressão crescente do Congresso, críticas contundentes da oposição democrata e o ceticismo de aliados internacionais. Além disso, a queda na popularidade reacende o debate interno no Partido Republicano sobre a viabilidade política de Donald Trump para os próximos ciclos eleitorais.
Embora o presidente mantenha o apoio sólido de sua base fiel, especialistas alertam que a expansão da rejeição para além dos críticos tradicionais impõe um obstáculo severo à governabilidade. Caso o cenário não se reverta nos próximos meses, a capacidade de articulação política da Casa Branca poderá ser seriamente comprometida.













