Lucros do sistema financeiro no governo Lula batem recorde, diz presidente

Em discurso em São Paulo, Lula relaciona desempenho do setor a indicadores econômicos e comenta oscilação do dólar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante evento oficial ao comentar indicadores econômicos.
(Foto: Agência Brasil)

Os lucros do sistema financeiro no governo Lula atingiram níveis inéditos, segundo declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (9). A afirmação foi feita durante um discurso no Instituto Butantan, em São Paulo, onde o chefe do Executivo apresentou um balanço econômico e social de sua gestão e rebateu projeções negativas feitas no início do mandato.

Ao comentar o cenário atual, Lula afirmou que os resultados econômicos desmentem previsões de instabilidade que circularam após sua posse. Entre os pontos citados, o presidente destacou indicadores como inflação em desaceleração, queda do desemprego e expansão da massa salarial, além do desempenho do setor financeiro.

Segundo ele, a conjuntura demonstra que a economia brasileira não sofreu o colapso previsto por analistas mais pessimistas. “O sistema financeiro nunca ganhou tanto dinheiro”, disse, ao defender que diferentes segmentos da economia se beneficiaram das políticas adotadas pelo governo.

Lucros do sistema financeiro no governo Lula e indicadores econômicos
Durante o evento, o presidente relacionou o desempenho do sistema financeiro a uma série de dados macroeconômicos. Ele mencionou que o país caminha para registrar uma das menores inflações acumuladas dos últimos anos e a maior população economicamente ativa da história.

Lula também apontou a redução do desemprego e o crescimento da renda como fatores que impulsionam o consumo e a atividade econômica. Na avaliação do presidente, esse conjunto de resultados cria um ambiente favorável tanto para empresas quanto para instituições financeiras.

Outro ponto destacado foi o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Lula afirmou que o Brasil voltou a registrar taxas superiores a 3% ao ano após seu retorno à Presidência, desempenho que, segundo ele, não era observado havia mais de uma década.

Dólar, previsões iniciais e cenário internacional
Ao abordar o câmbio, Lula comentou que o dólar não alcançou os patamares projetados no início do mandato. De acordo com o presidente, a moeda norte-americana chegou a ser apontada como candidata a superar R$ 7, mas permanece em torno de valores inferiores a essas previsões.

Para Lula, parte da volatilidade cambial está ligada ao ambiente político internacional. Ele citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o comportamento do dólar reflete fatores externos e o humor do cenário global, mais do que fragilidades internas da economia brasileira.

Essa leitura, segundo o presidente, reforça a tese de que o país manteve fundamentos econômicos sólidos ao longo do período, mesmo diante de incertezas externas.

Resultados em outras áreas e impacto social
Além dos indicadores econômicos, Lula citou reflexos positivos em políticas públicas. Na saúde, destacou o recorde de cirurgias eletivas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto na educação mencionou números elevados de participação em programas como Enem e Sisu.

No setor produtivo, o presidente apontou a retomada da indústria automobilística. Ele lembrou que a produção anual de veículos havia recuado nos últimos anos, mas voltou a crescer, aproximando-se novamente de volumes considerados elevados para o padrão histórico do país.

Para Lula, esses dados mostram que os resultados não são fruto do acaso, mas de decisões políticas e de uma equipe econômica estruturada para promover crescimento e inclusão.

Multilateralismo e posicionamento internacional
Em outro momento do discurso, o presidente abordou a política externa brasileira. Ele defendeu o multilateralismo como base para a estabilidade global e criticou posturas unilaterais nas relações internacionais.

Lula afirmou que o Brasil não busca confronto com grandes potências, mas também não aceita uma posição de subordinação. Segundo ele, a atuação internacional do país deve priorizar cooperação, diálogo e respeito às regras multilaterais.

Ao concluir, o presidente reforçou que os avanços econômicos e sociais apresentados são parte de uma estratégia mais ampla para demonstrar que o Brasil pode manter crescimento, estabilidade e protagonismo internacional nos próximos anos.

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