Moraes determina transferência de Jair Bolsonaro para a “Papudinha”

O Ex-presidente cumprirá pena em novo local no Complexo Penitenciário da Papuda, com assistência médica e visitas regimentadas. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira (15) a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para uma sala no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como “Papudinha”, onde continuará cumprindo a pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.


A decisão de Moraes amplia o espaço físico e os direitos de custódia de Bolsonaro em comparação com as instalações anteriores na Polícia Federal, onde ele estava desde novembro de 2025. Na “Papudinha”, o ex-presidente ocupará uma sala de Estado-Maior com cerca de 64,8 m², incluindo quarto, sala, cozinha, banheiro, lavanderia e área externa, em que poderá receber visitas familiares por até seis horas semanais e realizar atividades físicas, banho de sol e outros cuidados recomendados por médicos.


Além disso, Moraes determinou que Bolsonaro seja submetido imediatamente a uma junta médica oficial da Polícia Federal para avaliar seu estado de saúde e as necessidades de cumprimento da pena, com possibilidade de transferência a um hospital penitenciário, se necessário. A assistência médica integral, inclusive por profissionais particulares previamente cadastrados, também foi autorizada sem necessidade de comunicação prévia ao STF.
Entre as medidas autorizadas estão ainda a prática de fisioterapia, a instalação de equipamentos de apoio e o aumento do número de refeições diárias. A possibilidade de remição de pena por leitura de obras também foi prevista.


Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pelo STF a mais de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota na eleição de 2022, integrando um conjunto de ações consideradas antidemocráticas pelo tribunal. A transferência ocorre em meio a pedidos da defesa por prisão domiciliar humanitária, que foram negados pela Justiça, e a debates públicos sobre as condições de custódia do ex-mandatário.


Repercussões políticas emergem no cenário nacional, com reações de lideranças de diferentes espectros sobre a atuação do STF e a decisão de Moraes. Alguns aliados de Bolsonaro criticaram a medida, enquanto outros setores demonstraram apoio ao cumprimento das determinações judiciais.

Esta matéria foi elaborada com base em reportagens atualizadas disponíveis nos principais veículos de notícias.

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