O ministro evita tratar de sucessão e defende debate sobre novas políticas sociais
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (data do evento) que não há definição sobre sua saída do comando da pasta e indicou que deve permanecer no cargo por mais tempo. A declaração foi feita durante participação no CEO Conference Brasil 2026, em São Paulo, após uma conversa recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Haddad na Fazenda segue sem data para mudança
Durante o evento, Haddad relatou que chegou a considerar que aquela poderia ser uma de suas últimas participações públicas como ministro, mas disse que a avaliação mudou após um encontro com o presidente. Segundo ele, Lula apresentou novas demandas, sinalizando a continuidade de sua atuação à frente da Fazenda. O ministro evitou comentar qualquer cenário de sucessão ou transição no comando da área econômica.
A fala ocorreu em meio a questionamentos sobre o futuro da política fiscal e a condução das reformas em debate no governo federal. Haddad afirmou que decisões dessa natureza não envolvem apenas o Ministério da Fazenda, mas também outros atores institucionais, como o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e diferentes segmentos do mercado.
Debate sobre políticas sociais ganha espaço
Ao abordar o cenário social e orçamentário, Haddad avaliou que o país reúne condições para discutir mudanças mais amplas na estrutura dos programas de assistência. Segundo o ministro, o volume de recursos atualmente destinado à área social pode permitir uma reorganização das iniciativas existentes, a exemplo do que ocorreu no início dos governos Lula, com a unificação de programas no Bolsa Família.
Nesse contexto, Haddad mencionou a possibilidade de um debate sobre modelos de renda básica, sem defender um formato específico. Ele destacou que o Brasil pode estar em um momento propício para discutir soluções mais integradas e eficientes do ponto de vista do gasto público, especialmente no campo assistencial.
Haddad na Fazenda e críticas ao debate fiscal
O ministro também fez críticas ao nível do debate público sobre a situação fiscal do país. De acordo com Haddad, parte das dificuldades enfrentadas atualmente tem origem em decisões tomadas em gestões anteriores, como alterações em regras de benefícios sociais e o adiamento do pagamento de precatórios.
Ele citou ainda que valores praticados em programas de transferência de renda no governo anterior não foram plenamente incorporados ao Orçamento de 2023, o que, segundo sua avaliação, contribuiu para desequilíbrios fiscais herdados pela atual gestão.
Complexidade da política econômica
Ao comentar cobranças dirigidas ao Ministério da Fazenda, Haddad ressaltou a complexidade do processo decisório na condução da política econômica. Ele afirmou que as decisões envolvem múltiplos interesses e instâncias de poder, incluindo o setor produtivo, o mercado financeiro e o próprio Palácio do Planalto.
Contexto final
As declarações reforçam o sinal de continuidade de Fernando Haddad na Fazenda em um momento de discussões sobre ajustes fiscais e reformulação de políticas sociais. O ministro indicou que eventuais mudanças dependerão de amplo debate político e institucional, sem antecipar definições sobre o futuro da pasta ou do governo.









