INTERNACIONAL

Trump sinaliza avanço em acordo entre Rússia e Ucrânia

O Presidente dos EUA demonstra otimismo inédito sobre negociações de paz; cenário externo ainda inclui pressões sobre Irã e Cuba.

Trump prevê “boas notícias” em negociações entre Rússia e Ucrânia

​O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe um novo fôlego à diplomacia internacional nesta segunda-feira (2). Em declaração direta no Salão Oval, o republicano afirmou que o diálogo para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia apresenta progressos significativos, indicando que um desfecho positivo pode estar próximo sob a mediação de Washington.​

“Acho que estamos indo muito bem com a Ucrânia e a Rússia. É a primeira vez que digo isso”, destacou Trump aos jornalistas. O otimismo marca uma mudança de tom na Casa Branca, que tem buscado se posicionar como o eixo central para o fim das hostilidades que perduram desde fevereiro de 2022.​

Mediação de Washington e os impasses territoriais

​Apesar do entusiasmo demonstrado pela presidência, os detalhes específicos dos termos de paz não foram revelados. Historicamente, o maior entrave para um consenso entre Rússia e Ucrânia reside na questão da soberania territorial. Moscou exige o reconhecimento de áreas ocupadas, enquanto Kiev mantém a postura de não ceder solo ucraniano em troca da cessação dos ataques.

​O papel dos EUA como mediador é uma das principais bandeiras da atual gestão, que tenta desbloquear o impasse que já dura três anos. Especialistas apontam que a “boa notícia” mencionada por Trump pode estar relacionada a uma nova proposta de cessar-fogo ou a uma flexibilização em pontos periféricos do acordo.​

Pressão diplomática: Do Irã ao Caribe​

Além da crise no Leste Europeu, a agenda de política externa de Trump segue intensa em outras frentes. O presidente confirmou que mantém negociações com o Irã, utilizando uma estratégia de “pressão máxima”.

​Navios de grande porte da Marinha americana foram deslocados para a região, movimento que a Casa Branca agora classifica como uma ferramenta para forçar Teerã a assinar um novo acordo nuclear. Simultaneamente, o governo confirmou diálogos diretos com lideranças cubanas, embora não tenha especificado o teor das conversas com o regime da ilha.​

Mudanças estruturais no cenário econômico

​Enquanto a diplomacia atua externamente, o governo enfrenta movimentações internas estratégicas. Stephen Miran, figura central na articulação econômica e aliado de Trump, oficializou sua renúncia ao Conselho de Assessores Econômicos (CEA) da Casa Branca nesta terça-feira (3).​

A saída de Miran do CEA, no entanto, é um movimento protocolar para consolidar sua presença no Federal Reserve (Fed). Indicado por Trump para a diretoria do Banco Central americano, Miran cumpre uma promessa feita ao Senado de deixar o cargo executivo para focar na política monetária.​

A estratégia faz parte de um plano maior de Trump para preencher cadeiras no Fed com nomes alinhados à sua visão de redução nas taxas de juros, buscando maior influência sobre a economia nacional enquanto tenta pacificar o cenário global entre Rússia e Ucrânia.

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