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INTERNACIONAL

Joe Biden e Xi Jinping se encontram em cúpula nos EUA

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, e Xi Jinping, presidente da China, estão reunidos neste momento, na Califórnia, onde participam de uma reunião bilateral paralela à Cúpula de Líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC).

Os dois se cumprimentaram diante das câmeras da imprensa na entrada de uma mansão onde o encontro acontece, na pequena vila de Woodside, ao sul da cidade de São Francisco.

Os dois se cumprimentaram diante das câmeras da imprensa na entrada de uma mansão onde o encontro acontece, na pequena vila de Woodside, ao sul da cidade de São Francisco.

Pouco após entrarem no prédio, a imprensa pode acompanhar os primeiros minutos da reunião bilateral, com as primeiras declarações dos dois líderes.

Biden: “Fundamental que nos entendamos claramente”

Primeiro a tomar a palavra, Biden disse que era bom encontrar Xi novamente, e que “nada substitui uma conversa frente a frente”.

O presidente dos EUA afirmou que suas reuniões com o líder chinês sempre foram “cândidas, diretas e úteis”.

“Acho que é fundamental que você e eu nos entendamos claramente, de líder para líder, sem equívocos ou falhas de comunicação”, disse Biden, dizendo que os dois devem “garantir que competição não leve a conflito”.

Biden ainda afirmou que os líderes têm a responsabilidade de trabalhar juntos com suas populações, inclusive em questões de mudanças climáticas, combate ao tráfico de drogas e inteligência artificial.

Xi: “EUA e China devem ser capazes de superar diferenças”

Por sua vez, Xi Jinping abriu sua fala dizendo que “muito aconteceu” desde a última vez que se reuniu com Biden, citando a economia global em recuperação, embora lenta.

O presidente da China afirmou que o “protecionismo está pesando na economia global” e o “planeta Terra é grande suficiente para ambos os países terem sucesso”.

Xi ainda declarou que “os Estados Unidos e a China devem ser totalmente capazes de superar as diferenças”.

“Nos conhecemos há muito tempo”, disse o líder chinês, acrescentando que, embora nem sempre concordem, “o que não é uma surpresa”, as reuniões entre os dois sempre foram “francas, diretas e úteis”.

“O relacionamento China-EUA nunca foi tranquilo nos últimos 50 anos ou mais e sempre enfrenta algum tipo de problema, mas continuou avançando em meio a reviravoltas para dois grandes países como a China e os Estados Unidos. Virar as costas um ao outro não é uma opção”, completou Xi Jinping.

E acrescentou: “é irreal que um lado tente remodelar o outro. Conflito e confronto trazem consequências insuportáveis para ambos”.

A última vez que os dois se reuniram presencialmente foi há um ano, em Bali, na Indonésia.

Também é a primeira visita de Xi Jinping aos EUA desde 2017, quando foi recebido pelo então presidente Donald Trump no resort do bilionário de Mar-a-Lago, na Flórida.

Os dois presidentes devem tratar de assuntos estratégicos na definição das relações entre China e EUA, como questões relativas à paz e ao desenvolvimento mundiais, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, na segunda-feira.

A China vê e conduz as suas relações com os EUA de acordo com os três princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação propostos por Xi Jinping, segundo o porta-voz.

São Francisco é a cidade anfitriã da Semana dos Líderes da APEC 2023, de 11 a 17 de novembro, com o tema “Criando um Futuro Resiliente e Sustentável para Todos”.

Encontro em meio a tensões

A Casa Branca afirma que a cúpula tem o objetivo de impulsionar a comunicação para evitar que uma rivalidade intensa se transforme em conflito.

Espera-se que a reunião cubra questões globais, desde o conflito no Oriente Médio até a invasão da Ucrânia pela Rússia, os laços da Coreia do Norte com a Rússia, Taiwan, direitos humanos, inteligência artificial, bem como relações comerciais e econômicas “justas”.

Também é esperado que Biden diga a Xi que os EUA continuam empenhados em apoiar os seus aliados e parceiros no Indo-Pacífico, diante da pressão chinesa contra Taiwan, que é governada democraticamente, e que a China reivindica como parte de seu território, e nos mares do Sul e do Leste da China.

Ele deve, ainda, expressar um compromisso específico com a segurança das Filipinas, segundo autoridades americanas.

Como a reunião vai impactar os mercados

Os participantes do mercado devem manter o foco nas negociações para avaliar o sentimento entre os dois governos.

Os 21 membros da APEC – e o mundo inteiro – não têm esperança de um alívio das tensões entre EUA e China.

O progresso nesse sentido seria visto de forma positiva, mas analistas políticos afirmam que qualquer melhora na relação poderia ser apenas temporária.

As eleições em Taiwan no início do próximo ano e a votação presidencial dos EUA em novembro de 2024, que poderá trazer Trump de volta à Casa Branca, prometem um ano repleto de incertezas.

* Publicado por Léo Lopes e Diego Pavão, com informações de Kevin Liptak, da CNN e David Brunnstrom e Michael Martina, da Reuters.

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