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Categorias: POLÍTICA

Lula e Ciro, somados, teriam perto de 60% dos votos válidos: haveria acordo?

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Uma nova pesquisa foi divulgada neste sexta feira (26) pelo instituto Ipespe, que mostra a desidratação de Bolsonaro e o avanço de Sergio Moro.

Bolsonaro perdeu 3 pontos em relação à última pesquisa. Moro ganhou 3, ultrapassando Ciro Gomes e assumindo o terceiro lugar.

Lula mantém a liderança isolada, com 42% dos votos totais, o que corresponderia a 45% dos votos válidos.

Agora já temos quatro ou cinco pesquisas confirmando o novo posicionamento de Moro em terceiro.

Os outros candidatos da centro-direita, com Doria ou Leite, ficaram completamante eclipsados pela entrada de Moro. Doria caiu de 4 em outubro para 2 pontos em novembro. São carta fora do baralho.

Hoje temos quatro nomes na disputa: Lula, Bolsonaro, Moro e Ciro.

Lula e Ciro, somados, tem 52% dos votos totais, o que garantiria perto de 60% dos votos válidos e uma vitória tranquila no primeiro turno, caso houvesse um acordo entre os dois candidatos.

Esse acordo pode ser difícil de ocorrer, por causa da postura ainda extremamente agressiva e crítica de Ciro, mas o muro que o pedetista impôs contra o petismo começa a apresentar brechas significativas.

Quadros importantes do PDT, como o senador da legenda pelo Maranhão, e pré-candidato ao governo do estado, Weverton Rocha, tem sinalizado sistematicamente em favor de Lula.

Recentemente, o pré-candidato do PDT ao governo do Rio, Rodrigo Neves, também se encontrou com o ex-presidente Lula e postou as imagens do encontro em suas redes, e tem discurso em favor da unidade da esquerda.

Ainda que as chances de Ciro abandonar a disputa e apoiar Lula sejam pequenas, esses movimentos mencionados reforçam a tendência de que, mantido o quadro atual, de liderança absolutamente isolada do ex-presidente, e desidratação de Ciro, haverá migração gradual e espontânea do eleitor cirista para Lula, como estratégia de voto útil para derrotar Bolsonaro.

Ciro terá ainda que enfrentar mais uma contradição crescente em sua campanha, exacerbada pela entrada de Moro: como tem um programa econômico visto como esquerdista (até porque é mesmo), Ciro forçou a mão no discurso moralista, num esforço desesperado para seduzir o eleitorado conservador. Ao fazê-lo, porém, produz uma narrativa que beneficia mais a Moro do que a si mesmo, pois o ex-juiz pode ser gabar de que o seu moralismo não é apenas discursivo, mas que o pôs em prática através da condução da Lava Jato e prisão de Lula. Além disso, Moro tem um programa econômico fortemente conservador, mais fácil de agradar aos setores empresariais e à classe média, os mesmos setores que Ciro namora quando usa a narrativa moralista contra Lula.

Bolsonaro e Moro são os candidatos da direita.

Sergio Moro tem avançado muito rápido. Há possibilidade de receber o apoio do União Brasil, partido formado recentemente pela fusão de PSL e DEM.

Moro parece ser o candidato ideal para setores da mídia que ainda tem dificuldades para aceitar os problemas gravíssimos, de ordem ética, moral e jurídica, da operação Lava Jato, até porque, para fazê-lo, precisariam fazer uma autocrítica que possivelmente considerem perigosa para sua credibilidade.

Além da mídia corporativa, o ex-juiz tem angariado apoios entre militares, empresários e setores políticos conservadores insatisfeitos com os rumos do bolsonarismo.

Até o momento, algumas tendências parecem evidentes:

1) Moro tira votos de Bolsonaro, não de Lula. Com Moro e sem Moro, o petista continua com o mesmo percentual. Bolsonaro perde com a entrada do ex-juiz.

2) Moro desloca Ciro para o quarto lugar. Em edições anteriores da pesquisa, Ciro chegou a 11% em cenários sem Moro e 10%, com a presença do ex-juiz. Hoje tem 9%. 

3) Apesar da perda de 3 pontos, Bolsonaro ainda tem uma posição muito sólida. Tem 25% hoje e já teve 28% em meses anteriores, mas havia caído para 20% em seu pior momento, em abril e maio de 2020. 

4) Lula está muito forte na liderança. Em votos espontâneos, bateu o seu recorde, com 32%, contra 22% de Bolsonaro e 7% de todos os outros somados. 

Nos cenários de segundo turno, Lula ampliou sua vantagem sobre Bolsonaro para 20 pontos.

Contra Moro, a vantagem de Lula seria de 17 pontos.

Contra Ciro, a vantagem de Lula seria de 23 pontos.

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Halysoh Macêdo

Administrador e criador do portal de notícias, PODER AO POVO. Contra as fakes news.

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